QUANDO A FÉ CHAMA

procissaoPor Jone Medes

Um dos potenciais do turismo pernambucano está situado no tocante a fé. Nosso estado apresenta intensa organização turística em torno da cultura religiosa. Visitações a igrejas e santuários, festas de padroeiros de cidades, peregrinações, romarias, procissões, sem contar os eventos que se norteiam pela religião, como shows, congressos, entre outros. A cultura da fé movimenta o turismo religioso. E nós, povo pernambucano, particularmente, temos a necessidade de ter quase todos os segmentos de nossas vidas ligados à religião, pois isso está incutido culturalmente, desde os primórdios da colonização do Brasil.

Desde o Brasil colônia, havia a necessidade de se ter uma religião, e isso sustentou os valores católicos até os dias de hoje. E se foi aqui pelo Nordeste que tudo começou, não é de se estranhar que essa faceta do turismo nacional nos seja tão característica e forte. Desse modo, o turismo religioso é um dos que mais tem se desenvolvido com o passar dos anos, pois ele está fundamentado em nossas raízes históricas.

Quais são, portanto, os elementos de nosso turismo religioso? Ora, se aqui se iniciou a propagação do catolicismo para toda a colônia, imagina-se que os catequizadores tenham tido a necessidade de construir seus templos para que sua doutrina fosse passada. Então, a história explica a existência ainda hoje de igrejas e capelas do Brasil-colônia. Visitá-las, conhecer sua história, as ordens religiosas que lá viveram e catequizaram, é sim fazer turismo. Visitar as cidades que cultuam os santos João e Antônio nas festas de junho, mesmo aliando a isso o interesse pelas festas profanas, é fazer turismo. Visitar o Brejo da Madre de Deus na Semana Santa para assistir ao drama da Paixão de Cristo também.

Fora esses exemplos citados, muitos outros existem, até mesmo de outras religiões: caminhadas pela paz, santuários, apresentações de grupos e cantores evangélicos de renome, tudo isso move o mercado de turismo do estado e representa valores significativos na máquina do turismo. É preciso que esse turismo seja incentivado e que sua estrutura cresça em todos os aspectos, pois, nele se apóiam as esperanças e a devoção das pessoas que seguem devotamente suas religiões, e, outrossim, nele se mantém vivas as origens e particularidades de nossa história.

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