Um Acervo de destaque

Por Naara Oliveira

O Museu do Homem do Nordeste possui, em seu acervo grandioso, peças que remetem a um passado de luta, descobertas, revoluções na indústria açucareira. Essas peças vieram de três outros museus; o Museu de Antropologia, Museu do Açúcar e Museu de Arte Popular.

Contando com detalhes a história do povo pernambucano e da cultura nordestina, ainda assim há quem nunca o tenha visitado como é o caso da estudante de Engenharia de Telecomunicações Natália Alves. “ Já ouvi falar mas nunca tive vontade de conhecer o acervo do Museu. Pra falar a verdade, a única exposição que vi, foi a de Brennand, lá no castelo, mas faz um tempão”, diz. Assim como Natália, há centenas de pessoas no Recife e região metropolitana que não conhecem ou nunca ouviram falar da existência do museu. A dona de casa Amélia Ramos,78 anos, diz que nunca ouviu falar do Museu e de seus acervos de importância histórica. “Desculpe minha filha, já ouvi falar de Brennand, Casa da Cultura, da Sinagoga, do Forte das Cinco Pontas, mas do Museu do Homem nunca ouvi”, afirma.

O museu, que tem como mantenedor, a Fundação Joaquim Nabuco, possui desde cachaças antigas a uma luxuosa carruagem que era utilizada para locomoção da burguesia açucareira. A cultura nordestina está muito bem concentrada e conservada no espaço que sofreu com reformas há poucos anos. Lá, está representado por meio de peças, cada cidadão que lutou e trabalhou para que Pernambuco tivesse a estrutura social formal que tem hoje. Para o estudante de Comunicação e Ciências Sociais, Carlos Pimenta, a importância do museu para a formação de indivíduos vai muito além, “Conhecer o Museu é ter referência do passado para entender alguns dos nossos costumes. Entender um pouco da influência gastronômica, espiritual e tudo relativo à cultura da atualidade”, argumenta. Para José Carlos dos Santos, estudante de Matemática, as visitas a museus e centros históricos também põe em questão a formação do caráter e a construção do saber. “Não é apenas um estoque de coisas velhas. São detalhes que escondem quem fomos, em que nos tornamos e quem seremos”.

Incentivar escolas de ensino fundamental e médio a visitarem os museus espalhados pela capital pernambucana, ajuda a criar o senso critico e cultural nos jovens estudantes, além de ser um auxilio para determinadas disciplinas. Este tem sido o desejo de Charlys Costa, 13 anos, estudante de escola pública. “Seria muito legal poder ver o que se vestia e usava antigamente, até pra a gente aprender melhor o que o professor ensina nas aulas de história. Pena que não temos esse tipo de passeio” lamenta ele, que só participou de um único passeio oferecido pela instituição de ensino, nos quatro anos que lá estuda. A Pedagoga Cristiana Alves afirma que passeios assim fortalecem e estimulam os jovens a conhecerem mais de sua cultura. “ Aulas extra-classe estimulam o imaginário do aluno, estimula também a curiosidade e a procura por atividades culturais” enfatisa ela, que organiza frequentemente passeios de relevância histórica e cultural na escola em que é coordenadora pedagógica. Para Cristiana, é agradável ver nos estudantes a satisfação em conhecer mais dos seus antepassados. “É gratificante chegarmos à escola e os ouvir comentarem que o passeio foi produtivo”, finaliza.

São exemplos assim que nos fazem querer uma política de ação maior, com mais investimentos de ordem privada e pública nos setores referentes a preservação cultural.
É importante que haja maior conscientização e cobrança por parte das escolas públicas, para que possa sempre haver atividades que envolvam os alunos e lhes dêem a oportunidade de conhecer os espaços, objetos e vestuários, que pertenceram aos heróis e bravos lutadores. Pessoas que viveram para fazer do nosso estado um lugar mais igualitário e forte. É importante a preservação da historia dos nossos antepassados, para a construção de um futuro mais consciente e promissor, afinal, sempre haverá aulas de história e sempre haverá a curiosidade em saber o que havia de real por trás das palavras que completam os livros empoeirados nas estantes das bibliotecas.

Museu do Homem do Nordeste

Museu do Homem do Nordeste

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